Mato Grosso é o negócio da China
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Agronegócio

Mato Grosso é o negócio da China

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Representantes da maior população mundial chegam a Cuiabá em busca de informações sobre a soja.

Negócio da China, sim senhor! Esta é a melhor frase para definir a visita que uma missão técnico-governamental com 14 chineses fará a Mato Grosso na próxima terça-feira, para conhecer o fantástico universo da soja no cerrado. Autoridades e empresários deverão aproveitar a presença dos orientais, para iniciarem negociações visando o incremento das relações comerciais de Cuiabá com Pequim, que hoje é a segunda maior praça importadora dos produtos mato-grossenses.

Como parte de um roteiro de visita ao Brasil, que começará pelo Distrito Federal e se estenderá a vários estados, os chineses chefiados pelo vice-diretor geral do Departamento de Produção Vegetal da China, Sui Pengfei, serão recebidos em audiência pelo governador Blairo Maggi, na terça-feira, 14. Posteriormente ouvirão dos secretários Homero Pereira (de Agricultura) e Alexandre Furlan (de Indústria e Comércio), explanação sobre a cadeia do agronegócio da soja. Na mesma data conhecerão um campo de produção em Campo Verde.

A visita é uma retribuição a uma missão brasileira à China em novembro do ano passado. Ela começa na segunda-feira (13), no Ministério da Agricultura, incluirá várias repartições públicas e o Centro de Pesquisas da Embrapa Cerrado, no Distrito Federal. Além de Mato Grosso estão no roteiro o Paraná, Amazonas e São Paulo.

O governo de Pequim busca alternativas para a alimentar 1,3 bilhão de cidadãos que vivem no país. A base alimentar - o arroz, começa a enfrentar problemas com a escassez da água que o irriga. O mercado da soja brasileira é visto como a salvação da lavoura, tanto por seu potencial exportador quanto por se inserir no contexto de uma gigantesca balança comercial que os camaradas dos olhos repuxados querem implementar com o país do companheiro Lula.

Na China, onde 65% da população – segundo sua embaixada revelou ontem – biotecnologia é palavra de ordem. A comunidade científica chinesa aposta todas as fichas no aumento da produtividade de seus principais produtos agrícolas a exemplo do arroz, batata-doce, trigo, milho, cana-de-açúcar, algodão, soja, legumes e verduras.

O índice de produtividade da soja mato-grossense interessa diretamente aos chineses, que a cultivam em províncias com características climáticas que se assemelham em algumas épocas com ano, com Mato Grosso.

A China escancarou seu mercado consumidor e se tornou o segundo maior importador de commodities e de outros produtos na cadeia agropecuária mato-grossense. Soja, óleo de soja degomado, couro e madeira abriram a picada de uma rota internacional, ainda de mão única, que de janeiro a novembro do ano passado despejou nos cofres do empresariado de Mato Grosso, US$ 156,4 milhões.

A missão chinesa pode significar o pulo do gato para a economia mato-grossense, principalmente para o agronegócio, que assinala com aval do governador Blairo Maggi, a vontade de expandir a produção e conquistar mercados mundo afora. Para quem pensa assim, nada melhor que um país que tem um sexto da população do planeta.


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