Mato Grosso lidera focos da ferrugem
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Agronegócio

Mato Grosso lidera focos da ferrugem

Estado ultrapassa Paraná e contabiliza 13 casos da doença
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Uma semana após primeira confirmação, feita pela Aprosoja/MT, Estado ultrapassa Paraná e contabiliza 13 casos da doença, inclusive em estágio R1


Em um intervalo de apenas uma semana após o anúncio do primeiro foco da ferrugem asiática na safra mato-grossense de soja, o Estado já lidera o número de casos da doença fúngica no Brasil, ultrapassando o Paraná no ciclo 2011/12. Até o final da tarde de ontem (9), o Consórcio Anti-Ferrugem contabilizava 13 casos no Estado ante 11 no Paraná, volume estabilizado desde metade da semana passada. O primeiro foco, ocorrido cerca de 20 dias antes do que foi na safra passado, foi encontrado em uma lavoura comercial de Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá).


Desde o último dia 2, vários casos passaram a ser confirmados quase que diariamente. Dos 13 casos de ferrugem, cinco estão em Campo Verde (139 quilômetros ao sul de Cuiabá). O que chama à atenção neste município, é que a doença foi encontrada em lavoura no estágio R1, ou seja, em pleno início do florescimento. Em Lucas do Rio Verde e em Sorriso (ambos ao norte de Cuiabá), são dois focos e em Primavera do Leste (sul), Tapurah (norte), Sinop (norte) e Querência (leste), um caso. A maior parte dos focos da doença foi detectada em lavouras em estágio de desenvolvimento do grão (R5).

De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem – parceria público-privada no combate à ferrugem asiática – em todo o Brasil já são 35 ocorrências da doença nesta safra. Uma no Distrito Federal, seis em Goiás, uma em Minas Gerais, 13 em Mato Grosso, 11 no Paraná e três em Rondônia. A ferrugem é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. A doença compromete a produtividade das plantas e traz sérias perdas econômicas ao produtor, visto que demanda mais fungicidas do que o habitual – quando se faz a prevenção ao fungo – e se colhe menos. “Em outras palavras, colhemos menos e gastamos mais”, aponta o presidente da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro.


O gerente técnico da Aprosoja/MT, Nery Ribas, frisa que focos tendem a se espelhar neste momento, primeiro em função da colheita que faz o fungo se alastrar com maior facilidade pela ação do vento e segundo, porque o Estado é endêmico em relação à ferrugem, o clima atual – quente e úmido – é altamente favorável à disseminação do fungo.

Ribas destaca que ao menor sinal, o sojicultor deve procurar os mini-laboratórios que disponibilizados nesta safra. “Não há outra postura a ser adotada agora, a não ser caprichar no tratamento da lavoura”. Ele destaca ainda que os esporos da doença são disseminados pelo vento. “Quando a ferrugem ataca a planta madura quase não há perdas, no entanto, esse esporo fica no ambiente e se alastra rapidamente e pode ser prejudicial para lavouras como as de Primavera, cuja doença se deu no estágio R2”.


PARCERIA - Nesta safra o projeto disponibiliza 10 mini-laboratórios, instalados nos núcleos da Aprosoja/MT, localizados nos principais municípios produtores de soja do Estado.

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