Mato Grosso precisa explorar potencial de microrregiões para produzir "mais em menos"

Agronegócio

Mato Grosso precisa explorar potencial de microrregiões para produzir "mais em menos"

Candidato à presidência Acrimat defende tecnologias que permitem a produção de bezerros
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Candidato à presidência Acrimat defende tecnologias que permitem a produção de bezerros

O potencial de produção bovina nas microrregiões de Mato Grosso precisam ser melhor explorados. A colocação é do pecuarista Marco Túlio Duarte Soares. A reforma de pastagens degradadas e o emprego de tecnologia podem permitir ganho na produção empenhada em menos áreas. Uma das maiores dificuldades de Mato Grosso para produzir mais em menos áreas, segundo Marco Túlio, é a questão das escalas no Estado serem muito grandes.

"Não podemos às vezes falar de uma microrregião e o que é feito nessa região e comparar com as demais do Estado. Nós temos vários tipos de terras, vários tipos de clima, vários tipos de topografia, vários índices até de pluviométricos até mesmo num mesmo estado. A busca de tecnologia dentro dessas microrregiões eu acho que é o mais importante", comenta o pecuarista em entrevista exclusiva ao Agro Olhar.

Conforme Marco Túlio, que é candidato à presidência da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), no Pantanal, por exemplo, a engorda de gado não seria viável, porém na região cabem tecnologias que permitem a produção de bezerros. 

"O que precisa dentro desse contexto é explorar o melhor potencial dentro dessas microrregiões. Sendo assim, acho que existe muito um avançar na pecuária, até porque existem muitas áreas que áreas precisam ser reformadas, são pastagens degradadas, então precisa sim de um investimento para que melhore-se a rentabilidade dessas propriedades e assim fazer com que essas microrregiões elas avancem em produção", salienta.

Sustentabilidade

O emprego da tecnologia e do melhoramento genético auxiliam na hora de "produzir mais em menos". Na última semana o McDonald's anunciou a aquisição de carne bovina proveniente do Programa Novo Campo, desenvolvido em Alta Floresta. Inicialmente serão 250 toneladas ano de carne, com perspectiva de ampliação. Em entrevista ao Agro Olhar, o diretor de Sustentabilidade da Arcos Dorados, Leonardo Lima, explicou que a escolha de começar por Mato Grosso a aquisição de carne bovina proveniente de áreas sustentáveis da Amazônia é decorrente ao programa e pelo fato da pecuária mato-grossense ter avançado muito nos últimos anos. 

Aberturas como a do McDonald's, conforme Marco Túlio, é vista com bons olhos e como incentivo ao setor produtivo. "Nos faz visualizar que projetos como esses podem ser multiplicados, pois nós temos condições, temos clima, gestão e tecnologia hoje para ser aplicada na pecuária. Modelos de programa e projetos como esse precisam ser copiados. Precisamos buscar essas alternativas, pois isso mostra que podemos agregar valor dentro de alguns programas".

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