MDA apresenta experiência brasileira de diversificação da produção de fumo

Agronegócio

MDA apresenta experiência brasileira de diversificação da produção de fumo

No primeiro do encontro representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário apresentaram aos participantes a experiência de diversificação da produção de tabaco pelos agricultores familiares brasileiros
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No primeiro dia da IV Reunião do Grupo de Trabalho para os artigos 17 e 18 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que segue até quinta-feira (3), em Pelotas (RS), representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) apresentaram aos participantes a experiência de diversificação da produção de tabaco pelos agricultores familiares brasileiros.

“Temos um processo de busca de informações e um processo coletivo de escolha de prioridades de ações, tanto em termos de uso das políticas, como em termos de aperfeiçoamento das políticas”, disse o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor do MDA, Nilton Pinho de Bem, que representa o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, no evento.

Nilton falou sobre a implementação do Programa Nacional de Diversificação das Áreas Cultivadas com Tabaco, coordenado pelo ministério. Os contratos com os agricultores atendidos são de no mínimo, três anos, e podem ser expandidos para cinco anos. “Dessa forma é possível desenvolver esses projetos de futuro com acompanhamento”, explicou.

Sobre a metodologia do programa, ele pontuou: conhecimento da realidade dos agricultores; debate com os agricultores familiares sobre os dados levantados e projetos de futuros para transpor limites; aproveitamento das políticas públicas e monitoramento do processo, com assistência técnica como elemento central do processo.

“O que o agricultor dispõe, como ele enxerga e projeta o futuro? Temos que ter informações sobre a estrutura produtiva, familiar, de saúde e um conjunto de elementos, sobre as relações econômicas, políticas e as relações de dominação da cadeia produtiva do tabaco”, concluiu.

Encontro

A Reunião do GT Internacional conta com integrantes de ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura e representantes da China, Turquia, Nicarágua, Itália, Grécia, Colômbia, Tanzânia, Zâmbia, África do Sul e Brasil.

Para Vijay Trivedi, do secretariado geral da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, “é dever do estado fornecer alternativas aos produtores”. Trivedi apontou que “os produtores são vulneráveis porque fazem parte de um ciclo que não conseguem sair, e essa vulnerabilidade tem de ser vista pelo estado. Esse é um trabalho muito importante que precisa avançar. A oportunidade que temos hoje, dedicar nosso tempo para partilhar os aspectos técnicos, podemos fazer isso para chegar a uma recomendação concreta”.

Ele contou que durante a reunião do GT internacional em 2012, decidiu-se que a experiência brasileira poderia ser usada como uma das referências. “O trabalho de diversificação já está acontecendo no Brasil”, disse Trivedi nesta terça-feira (1º).

Nesta quarta-feira (2), os participantes da Reunião fazem visita de campo a agricultores e cooperativas que já desenvolvem produções alternativas ao tabaco.

Brasil

Hur Ben da Silva, da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, apresentou o contexto brasileiro da produção familiar e da produção de tabaco. As áreas produtoras estão nas regiões Nordeste e Sul, esta com a maior produção do País.

Desde 2012, o MDA tem um contrato de serviços de extensão agrícola para mais de 10 mil famílias produtores de tabaco. Elas foram atendidas com assistência técnica e extensão rural (Ater). “Conseguimos analisar a situação dessas 10 mil famílias sobre vários ângulos, que geraram dados que vão nos ajudar a elaborar políticas e saber como vamos trabalhar com essas famílias”, disse Hur Ben.

Segundo Nilton de Bem, o tabaco avança no Brasil nas regiões de baixo dinamismo econômico, onde as famílias estão mais vulneráveis ao ciclo produtivo. “O governo brasileiro e os parceiros estão debruçados sobre esse quadro e nele constituímos o Programa Nacional de Diversificação, priorizamos a assistência técnica, o crédito, as compras governamentais em áreas em que o tabaco exerce uma influência importante e oferecemos condições no mínimo semelhantes de remuneração através dessas políticas públicas”.
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