ANÁLISE

Melhora qualidade da safra do trigo gaúcho

Rio Grande do Sul colheu 42% de sua área
Por: -Leonardo Gottems
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O Rio Grande do Sul colheu 42% de sua área de trigo, havendo ainda 25% de lavouras em processo de enchimento de grãos e princípio de maturação, 20% maduras e aptas a colher e ainda 13% entre final de desenvolvimento vegetativo e reprodução/floração. De acordo com informações recebidas pela Consultoria Trigo & Farinhas de um corretor sediado no RS, melhorou a qualidade da safra local.

“Mantemos a área plantada de 673.000 hectares, porém, deveremos ter cortes em área colhida, por abandonos (mas são quantidades pontuais). O potencial de produção caiu muito, e mantendo os rendimentos atuais, deveremos ter uma safra de algo como 1,4 mmt a 1,5 mmt, portanto, uma produtividade média de 2.228 kgs/hec a 2.080 kgs/hec, extremamente baixo para o potencial genético das cultivares atuais”, informou o corretor.

De acordo com ele, os fatores para esse desempenho foram: baixo investimento em adubação de base, excesso de chuvas na implantação, seca no desenvolvimento, doenças foliares, ataque de pulgões, alto índice de bacterioses, e neste momento, chuvas na colheita).

“Ainda não é possível prever com exatidão, é o quanto do que está sendo produzido é trigo moagem (milling) e o quanto será ração (feed), mas nos parece que essa divisão está melhor que a expectativa inicial (65/35), estimamos hoje em que ela está 80/20. Porém, estamos considerando milling, para compor essa condição, trigos de PH 75, que não apresentam problemas de FN. Ou seja, o FN está sendo o fator de corte”, explica.

Segundo ele não houve surtos de giberela. “Há incidências de trigos de PH menor que 72, mas que poderão ser adicionados a trigos de PH 74, conseguindo puxar essa média para o mínimo de 72.
Os negócios para exportação estão acontecendo lentamente, todos vendedores, neste momento, estão fazendo grande esforço para conseguir adequar seus trigos para moagem, e acreditamos que daquilo que não conseguirem, a saída será vender para ração, seja interno, seja exportação”.

“Como já dissemos, a chave de todo esse contexto estará novamente na mão do produtor, se eles pressionarem para vender, (principalmente para PHs 75) mercado não conseguirá manter-se e até mesmo dar liquidez, e isto levará, fatalmente, a ampliar a oferta de trigo para ração/exportação, porém se o produtor cadenciar a liquidação do trigo, poderá conseguir melhores barganhas”, conclui o corretor citado pela Trigo & Farinhas.

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