Melhoramento genético é perseguido

Agronegócio

Melhoramento genético é perseguido

Assunto foi discutido durante o I Workshop Internacional: Genômica Aplicada à Pecuária
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O melhoramento genético na pecuária está incorporando novos conceitos e acelerando o ganho de produtividade e de qualidade da carne e do leite, tanto que o trabalho com marcadores moleculares, análise de DNA, seleção genômica não é mais novidade no meio. A discussão atraiu cerca de 350 pesquisadores, técnicos, pecuaristas e profissionais de empresas ligadas à cadeia produtiva para o I Workshop Internacional: Genômica Aplicada à Pecuária, em março, em Araçatuba (SP), realizado pela Universidade Estadual de Paulínea (Unesp) - campus Araçatuba e Conexão Delta G, com organização da DeoXi Biotecnologia.


De acordo com o pesquisador da Unesp, o professor José Fernando Garcial, a aplicação genômica na pecuária brasileira impulsionará a atividade como nunca foi visto. Segundo ele, as novas tecnologias acelerarão num ritmo impressionante aos ganhos produtivos de carne e leite, potencializando a oferta de proteínas animais no país. Ele acredita que nos próximos cinco anos o Brasil terá o mesmo padrão genético e produtivo dos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália e Nova Zelândia.

A importância do tema trouxe ao Brasil os cinco mais importantes especialistas internacionais em marcadores moleculares. Curtis Van Tassell e Tad Sonstegard, pesquisadores do USDA, falaram sobre o trabalho feito pela entidade norte-americana no programa de seleção genômica para gado de leite, primeiramente no Holandês e atualmente no Pardo-Suíço e Jersey. O cientista John McEwan também abordou em sua apresentação a aplicação do mesmo tipo de tecnologia na Nova Zelândia em gado de leite e ovinos e o pesquisador Johann Solkner comentou o trabalho desenvolvido nas raças Simental-Fleckvieh na Áustria e Alemanha. Já o professor brasileiro Flávio Schenkel, da Universidade de Guelph, comentou o trabalho desenvolvido no Canadá.


O pesquisador norte-americano Tad Sonstegard explica que em 40 anos será preciso dobrar a oferta de proteína animal para que a demanda mundial por alimentos seja atendida. Para isso, torna-se necessário o aumento do número de animais genotipados e adaptados. O Brasil tem papel fundamental nesse processo, já que é um dos principais produtores de carne e leite e possui grande potencial para avançar na produtividade de seu rebanho.

Em Cuiabá, a Progenie Planejamento Rural já está desenvolvendo este tipo de trabalho a cerca de um ano. De acordo com Alexandre El Hage, proprietário da empresa, trata-se de um projeto de melhoramento genético a longo prazo. Tanto, que seré necessário um prazo de aproximadamente 5 anos para que sejam confirmadas as tendências que estão sendo testadas pelos profissionais que trabalham com ele. Contudo, há uma grande quantidade de pecuaristas no Estado interessados em promover o melhoramento genético do seu repanho a partir de novas técnicas, até porque Mato Grosso tem o maior rebanho bovino comercial do país e desempenha um papel importante na pecuária nacional.

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