Mercado agrícola mundial sente pouco os efeitos da guerra


Agronegócio

Mercado agrícola mundial sente pouco os efeitos da guerra

Por: -Admin
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Ontem (18-03), os mercados futuros de produtos agrícolas internacionais mostraram-se apreensivos em relação à guerra, mas a maior parte operou com base em seus fundamentos. Os negócios de açúcar e grãos são os mais sensíveis à guerra, já que enfrentam custos mais altos de fretes marítimos para o Oriente Médio e retração da demanda. Houve um aumento de compras nos últimos dias tanto nos grãos quanto no açúcar. A soja e o tribo em Chicago tiveram alta ontem. No caso do açúcar, os preços caíram.

"O problema do açúcar é que países compraram para formar estoques para a guerra e houve uma demanda exagerada, mesmo a preços altos, e agora o mercado está sem aquele suporte no físico", disse o analista da Refco de Nova York, Ann Prendargast.

Prendargast citou as informações da Organização Internacional do Açúcar (OIA), de que no período de outubro a setembro da safra 2001/2002, o Iraque importou cerca de 1 milhão de toneladas de açúcar, praticamente o dobro do volume normalmente importado em um ano, o que significa que o país tem estoques suficientes para consumo nos próximos 12 meses. Em relação aos mercados de café e cacau, Prendargast disse que não há um impacto direto sobre os preços, apesar de participantes estarem atentos ao desenrolar da guerra.

O corretor da Fimat de Nova York, Michael McDougall, disse que apesar dos mercados agrícolas estarem sob a pressão da guerra, o quadro começa a se reverter, seguindo as expectativas de que a guerra será curta. "As incertezas e o medo de que a guerra iria durar muito tempo pressionaram o índice de commodities CRB no pré-guerra", disse McDougall, citando o declínio do índice Commodity Research Bureau (CRB), que mede uma cesta de 22 produtos e voltou a perder 166 pontos hoje. "No entanto, as especulações de que a guerra vai durar pouco podem estar revertendo este quadro. Se a guerra for rápida e o crescimento econômico for retomado, a demanda por commodities agrícolas no pós-guerra pode até dobrar", prevê McDougall.


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