O mercado de milho na B3 de São Paulo fechou misto, nesta quarta-feira, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. Com isto, a cotação de maio fechou em alta de R$ 0,01 no dia, a R$ 94,90; a de junho avançou R$ 0,11 no dia para R$ 90,03 e a de setembro recuou R$ 0,04 no dia para R$ 84,97.
“Como dissemos acima, os preços avançarão mais devagar, com recuos mais frequentes, acentuando a volatilidade de agora em diante, porque o nível de preços está muito alto e porque o pico foi atingido dois meses antes do previsto. Com isto, nossa recomendação seria comprar os meses anteriores à Safrinha e vender os meses posteriores, pelo menos enquanto não se confirmarem danos climáticos ao setor”, comenta a consultoria.
Levando em conta as cotações na Bolsa de Chicago, a China acabou comprando mais 1,2 milhões de toneladas, além das 1,15 compradas no dia anterior e eleva cotações. “O dinamismo na demanda externa manteve os preços fortes. Hoje, o USDA anunciou as vendas de milho para a China por US$ 1,2 milhão de toneladas, além do de ontem (1,15 milhão t). O desenvolvimento produtivo na América do Sul é acompanhado de perto”, completa.
“Outro dia, outra compra pesada de milho dos EUA da China trouxe combustível suficiente para manter o recente impulso de alta de Chicago e consolidar em torno de US$ 5,50/bu. No entanto, apesar da grande compra, os futuros ao longo dos meses futuros estavam sob pressão, uma vez que os valores do trigo e da soja de Chicago caíram. No fechamento, maio subia um pouco mais de um centavo, para $ 5,55/bu, enquanto julho estava um centavo mais baixo, quase $ 5,41/bu”, conclui.