O mercado de milho segue com negócios lentos e preços pressionados, enquanto a chuva e o frio dificultam o desenvolvimento das lavouras no Sul. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta nacional superior à demanda e a cautela dos compradores limitam a comercialização.
No Rio Grande do Sul, as cotações do milho variam de R$ 59,00 a R$ 70,00 por saca. O preço médio apurado pela Emater caiu 0,14%, para R$ 62,50. A semeadura chegou a 80% dos 896,4 mil hectares previstos. Chuvas excessivas, baixas temperaturas e pouca luminosidade retardam o crescimento, reduzem a eficiência da adubação nitrogenada e provocam replantios pontuais.
O avanço gaúcho é desigual: Ijuí alcançou 93% da área, com desenvolvimento excelente, enquanto Pelotas semeou apenas 11%. Para silagem, o plantio atingiu cerca de 60% dos 369,4 mil hectares projetados.
Em Santa Catarina, vendedores pedem perto de R$ 60,00 por saca, mas compradores oferecem cerca de R$ 55,00. A diferença restringe os negócios. A expectativa de maior produção brasileira em 2026/27 reforça a cautela nas aquisições.
No Paraná, compradores priorizam a reposição de estoques. Os preços ao produtor caíram no Centro Oriental e no Oeste, mas subiram no Norte Central. Segundo o Deral, o plantio da primeira safra chegou a 94% dos pouco mais de 372 mil hectares previstos, com produção estimada em 4,08 milhões de toneladas. Sob efeito das chuvas, 78% das lavouras estão em boas condições, 20% em condição mediana e 2% em condição ruim.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 52,00 e R$ 54,00 por saca. A indústria de bioenergia mantém compras ativas, enquanto os demais compradores evitam ampliar estoques e produtores restringem a oferta de novos lotes.