O mercado de milho combina negociações lentas e dificuldades no desenvolvimento das lavouras do Sul. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta nacional superior à demanda pressiona os preços, enquanto compradores priorizam a reposição de estoques.
No Rio Grande do Sul, as cotações do milho variam de R$ 59,00 a R$ 70,00 por saca. A média da Emater recuou 0,14%, para R$ 62,50. A semeadura chegou a 80% da área prevista, com 95% das lavouras em desenvolvimento vegetativo e 5% em florescimento. Chuvas, frio e baixa luminosidade atrasam o crescimento, reduzem a eficiência da adubação nitrogenada e provocam falhas e replantios pontuais. A umidade também favorece doenças fúngicas. Houve danos por geada em baixadas dos Campos de Cima da Serra. O plantio para silagem alcançou 60%.
Em Santa Catarina, vendedores pedem perto de R$ 60,00 por saca, ante propostas de compra ao redor de R$ 55,00, o que restringe os negócios. A Epagri/Cepa estima aumento de 3,4% na área em 2026/27, mas a produção dependerá do clima e da produtividade.
No Paraná, o plantio atingiu 94% dos pouco mais de 372 mil hectares previstos, segundo o Deral, com produção estimada em 4,08 milhões de toneladas. Nos preços ao produtor, o Oeste recuou 0,53%, para R$ 50,58 por saca, e o Norte Central subiu 1,40%, para R$ 65,83.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 52,00 e R$ 54,00 por saca. A indústria de bioenergia segue ativa nas compras, enquanto outros compradores evitam ampliar volumes. Produtores restringem a oferta de novos lotes, mantendo a comercialização lenta. A demanda europeia abre espaço para o cereal brasileiro, mas as exportações seguem abaixo do ritmo de 2025.