No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul Ausentes na negociação, produtores excedem R$ 5,00 a mais do que indicações, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Conforme vimos discutindo aqui, a quebra de milho do Rio Grande do Sul deu confiança ao produtor, que segue mais comercializado na soja”, comenta.
“Com isto, e tendo em conta que a maior parte das contas já encontram-se pagas, tem-se o cenário relatado por compradores no dia de hoje: as ideais de venda – quando vêm – são entre R$ 3,00 a R$ 5,00 mais altas do que as indicações. Compradores se mantêm na mesma toada, indicando a pelo menos duas semanas níveis muito parecidos de preços. Na venda, produtores iniciam suas pedidas em R$ 61,00 FOB interior. Indicações em Santa Rosa a R$ 60,00; Três Passos e Frederico Westphalen a R$ 59,00 e Arroio do Meio a R$ 59,00 a saca. Sem reporte de negócios”, completa.
Os produtores esperam por melhores cotações em Santa Catarina, com negócios a R$ 63,00 no porto. “Indicações permanecem nos mesmos patamares em Xanxerê (R$ 58,00) e Chapecó (R$ 57,00). Nas ideias de venda, produtores e cooperativas iniciam ofertas a R$ 60,00 com retirada na fazenda, e mercado interior se mantém lento. Em São Francisco do Sul, relatos de negócios a R$ 63,00 com entrega em setembro e pagamento na primeira quinzena de outubro – segundo rumores, ao menos 10 mil toneladas teriam rodado”, indica.
Negociação em ritmo lento no Paraná, onde a diferença entre compra e venda chega a R$ 5,00. “No oeste, uma fábrica levou, entre pelo menos três lotes distintos, 3 mil toneladas a
R$ 45,00 com pagamento em 20 dias. Na ferrovia norte, empresas ao sul do MS fizeram negócios entre R$ 46,500 a R$ 47,00, para entrega outubro e pagamento início de novembro; ao que tudo indica, ali rodaram ao menos 10 mil toneladas. Indicações no CIF Guarapuava e Ponta Grossa a R$ 52,00, com ideias de venda a partir de R$ 55,00 por saca”, conclui.