Mesmo com baixa, Brasil segue vendendo soja
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MERCADO FÍSICO

Mesmo com baixa, Brasil segue vendendo soja

"Há tendências limitantes no horizonte para as altas do Dólar e da Bolsa de Chicago..."
Por: -Leonardo Gottems

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (31.05) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas caindo 1,0%. A cotação fechou o mês na média de R$ 82,58 a saca nos terminais portuários e R$ 77,13 a saca nas praças do interior do Brasil.

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, a baixa é fruto da queda de 1,37% no Dólar e de 1,26% nas cotações de Chicago, bem como de 5 cents no prêmio de junho e de 12 cents no de agosto (os demais permaneceram inalterados). Os ganhos da soja durante o mês de maio foram de 11,05% nos negócios de exportação e de 9,98% nos negócios feitos com as indústrias no mercado interno.
 
Os motivos, na visão do analista da T&F Luiz Fernando Pacheco, são três: “O primeiro é o Dólar, que chegou a ter valorização de até 2,16%, embora tenha fechado o mês com apenas 0,04%. O segundo são as adversidades climáticas sobre a soja americana, que atrasou consideravelmente o plantio e fez o mercado buscar proteção nos mercados futuros”.

“O terceiro é a continuação dos problemas com a China, com a adição de novas picuinhas dos dois lados, embora o conflito esteja agora em segundo plano, porque a demanda chinesa foi reduzida com o abate de um volume considerável de suínos do país, afetados pela peste africana. Mas, a China tem três trunfos poderosos na mão”, complementa Pacheco.

“Os vendedores brasileiros continuam seguindo os nossos conselhos de um mês atrás e vendendo quando o dólar e Chicago sobem. Isso porque há tendências limitantes no horizonte para as altas destes dois fatores – redução da demanda chinesa e grande produção sul americana no caso da soja e encaminhamento da reforma da Previdência, no caso do dólar. Nesta semana estima-se que tenham sido negociadas mais 1,0 MT de Origem no Brasil e outras 400 mil tons na Argentina. A estimativa da T&F Consultoria é de que o Brasil ainda disponha de aproximadamente 65 MT de soja em grão para negociar, entre mercado interno e externo, até o fim desta temporada”, conclui.


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