MG: workshop reuniu técnicos e pesquisadores em torno de metodologia para diagnóstico ambiental
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Imagem: Pixabay
EVENTO

MG: workshop reuniu técnicos e pesquisadores em torno de metodologia para diagnóstico ambiental

Evento on-line foi organizado pelo Comitê Gestor do Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP)
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O Comitê Gestor do Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), coordenado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e pelas secretarias de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), realizou, na última quarta-feira (19/1), o "Workshop sobre a Metodologia ZAP: Técnicas Aplicadas para Unidades de Paisagem". O evento virtual teve como público-alvo pesquisadores, estudantes universitários e técnicos do Sistema Agricultura que atuam com a ferramenta de diagnóstico ambiental.

A metodologia, desenvolvida e oficializada pelo estado, é utilizada em sub-bacias hidrográficas de Minas Gerais e viabiliza a sistematização de informações do potencial produtivo dos espaços analisados, preferencialmente em escalas de 15 mil a 55 mil hectares, considerando as limitações dos recursos naturais e as intervenções humanas no meio.

Os objetivos são a resolução de conflitos locais relacionados ao uso de recursos hídricos e da terra e oferecer subsídios para a elaboração e a implantação de projetos de desenvolvimento sustentável ou de preservação ambiental.

Já as Unidades de Paisagem, que dão temática ao encontro, são um dos três aspectos abordados pelo ZAP, além de Recursos Hídricos e de Uso e Ocupação da Terra.

Workshop

O evento da quarta-feira reuniu técnicos da Emater-MG, pesquisadores da Epamig, demais servidores das pastas estaduais e equipes dos Núcleos de Estudos e Projetos do Zoneamento Ambiental e Produtivo (NEPZAP), de instituições de pesquisa e ensino superior parceiras, tanto aqueles já implementados, quanto os que se encontram em fase de treinamento ou em tratativas para a implantação.

De acordo com o assessor técnico especial ZAP na Seapa e facilitador dos debates, professor e pós-doutor Luciano Baião, a intenção é realizar ao menos uma reunião como esta por ano. “O workshop visa a troca de experiências e inovações dentro da metodologia. Assim, caminhamos para uma metodologia de diagnóstico mais rápida de ser aplicada, mais precisa e mais barata. Com isso, estaremos mais próximos de uma prática agrícola sustentável, que é o objetivo do mundo inteiro”, explica.

Em sua fala de encerramento no evento virtual, Amarildo Kalil, técnico da Emater-MG e um dos criadores do Zoneamento Ambiental Produtivo, destacou a importância de um trabalho integrado. "Estamos há quase dez anos trabalhando na metodologia, que veio a contribuir na consolidação da cultura irrigada. Mas chegamos à conclusão de que o ZAP é multi, precisa de muitas profissões, tem que ser feito em equipe. A ideia de criação dos NEPZAPs captou essa estratégia e o exercício de hoje foi exatamente isso, o embate entre dois métodos, de duas universidades, para que a gente possa aperfeiçoar o nosso sistema", afirma.

Pesquisa

Atualmente, Minas conta com dois núcleos: da Universidade Federal de Viçosa - Campus Rio Paranaíba e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus Diamantina, inaugurados em fevereiro de 2020 e em janeiro de 2021, respectivamente. Além deles, há quatro NEPZAPs em treinamento e dois em fase de tratativas para a implantação.

Para Baião, o grande benefício da parceria entre estado e universidades é a vocação para o ensino, pesquisa e extensão desses centros do conhecimento. “Cada NEPZAP conta com cerca de cinco professores-pesquisadores. Por sua vez, eles envolvem estudantes de iniciação científica, TCC, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Isso já está acontecendo. Nós temos, por exemplo, vários técnicos que, por meio dessa parceria, estão desenvolvendo temas de dissertação, tese e trabalhos de pós-doutoramento relacionados à metodologia”, afirma.

O ZAP já foi oficialmente aplicado em 16 sub-bacias mineiras - em quatro delas, durante a gestão do governador Romeu Zema. Foi também útil para o diagnóstico de áreas atingidas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, na região Central do estado. Sua aplicação acontece por meio de uma equipe multidisciplinar, em áreas do conhecimento como Sistema de Informação Geográfica (SIG), Recursos Hídricos, Uso e Ocupação da Terra e Unidades de Paisagem.


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