Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) foi identificada uma tomada de lucros ante forte alta da última sexta-feira para o milho, segundo a TF Agroeconômica. “Os investidores realizaram lucro diante da forte alta de 2% da última sexta-feira, o que mostra o alto grau de sensibilidade do mercado neste momento e a falta de uma direção eficaz (existe um direcionamento, mas ele parece não se concretizar na velocidade e intensidade esperada pelo mercado). Com isto, as cotações desta segunda-feira recuaram 0,55% para o primeiro mês cotado, mas alta para os meses seguintes”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam mistas: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 86,06, queda R$ 0,48 no dia e queda de R$ 1,88 na semana (últimos 5 pregões); já novembro/22 fechou a R$ 90,08, alta de R$ 0,12 no dia e de R$ 2,74 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 94,09, alta de R$ 0,22 no dia e de R$ 3,49 na semana”, completa.
A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em alta de 2,17% ou $ 14,50 cents/bushel a $ 683,25. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 2,65% ou $ 17,75 cents ou a $ 687,50.
“Prolonga os ganhos e atinge valores máximos de 2 meses. Levantamentos em campo indicaram perspectivas de produtividades inferiores ao ano passado e à média histórica nos EUA. Assim, a estimativa de produção ficou bem abaixo do cenário proposto pelo USDA (349,5 milhões de toneladas vs. 364,7 milhões de toneladas). Oferta mais competitiva da Ucrânia, limitou novos aumento”, conclui a consultoria agroeconômica, nesse início de semana.