As cotações do milho no mercado futuro da B3, em São Paulo fecharam em alta, na sua maioria, com apenas março (quando se espera a conclusão da colheita da safra de verão) em queda. De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 iniciou e mantém a sua trajetória de queda, motivada pelo feriado e também pelo final do ano chegando.
“Por outro lado, semana após semana, se veem grandes compradores abastecendo seus últimos meses do ano, ao menos no que diz respeito a componentes essenciais da matéria-prima, como é o milho. Eles sabem que, caso não antecipem as compras até o final de outubro, devem enfrentar um novembro e dezembro ainda mais desafiador, à medida que, a este ponto, o que tinha que sair do campo, já saiu”, comenta.
Assim, pode-se dizer que o mercado de milho, no dia de hoje, foi o reflexo da soma de um feriado no meio da semana, e a lentidão nos negócios já demonstrada para o final do ano. “As cotações fecharam o dia da seguinte forma: novembro/21 encerrou valendo R$ 88,83 a saca (+0,26%); janeiro/22 a R$ 88,80 (-0,21%); março/22 a R$ 89,39 (+0,66%); maio/22 a R$ 87,00 (-0,34%) e julho/22 a R$ 81,00 (+1,06%)”, completa.
“Em Chicago, o contrato de milho para dezembro21 fechou em alta de 0,47% ou 2,5 cents/bushel a $ 533,0; o contrato para julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em alta de 0,46%, ou 2,50 cent/bushel a $548,0. Encerrou-se uma sessão de ligeiras variações positivas, depois de continuar a encontrar sustentação na firmeza do petróleo bruto, cujos preços são os mais altos desde 2014. De qualquer maneira, os ganhos foram limitados pela expectativa de ligeiro aumento nos estoques finais nos EUA, no relatório de amanhã”, conclui.