O milho registrou alta na B3, puxado pela também alta do dólar e pelas boas perspectivas de plantio, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os fantasmas que assombravam as colheitas no mesmo período do ano passado parecem ter dado uma trégua, e com algumas exceções – algum pequeno atraso na semeadura do Mato Grosso do Sul e Goiás, por exemplo – tudo vai muito bem”, comenta.
“Acredita-se que, a este momento, o plantio encontre-se em cerca de 32%, sendo que o Paraná apresentou 44,3% de avanço, Santa Catarina com 38,7% e Rio Grande do Sul, anteriormente às chuvas desta terça-feira, já beirava os 60% de semeadura. Na Bolsa de Mercadorias, porém, o vigor de altas do dólar – que vem se apresentando firme desde terça passada (21), animou o mercado de milho. Nos fechamentos, R$ 93,21 a saca para novembro/21 (+0,36%); 94,06 para janeiro/22 (-0,08%); R$ 94,06 para março/22 (+0,22%); R$ 89,35 para maio/22 (+0,25%)”, completa.
Em Chicago o milho recua com venda de Fundos, queda do petróleo e progresso da safra. “O contrato de milho para dezembro21 fechou em queda de 1,30% ou 7,0 cents/bushel a $ 532,0; o contrato para julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em queda de 1,00% ou 5,50 cents/bushel a $545,75”, indica.
“Venda por fundos e queda no petróleo enfraqueceram o ímpeto inicial. O avanço da safra em bom ritmo nos EUA (18%) agregou condições à evolução dos preços. O USDA informou vendas para o México de 150.000 toneladas, fornecendo suporte. A atualização semanal do progresso da safra do NASS mostrou que 74% do milho dos EUA estava maduro e 18% tinha sido colhido em 26/9”, conclui.