A B3 registrou leves quedas para o milho, em movimento de correção de traders, de acordo com o que informou a TF Agroeconômica. “Nesta terça-feira, houve movimento de apuração de lucros no mercado futuro de milho da B3, que gerou perdas, no final do dia, apesar de todos saberem que, a médio e longo prazos, os fundamentos ainda são altistas”, comenta.
“No mercado físico, as praças de negociações voltaram a ter negócios em diversas localidades do país, e ao que tudo indica, o produtor parece ter voltado à venda. O comentário geral do mercado é de que muitos destes preferiram vender o milho e segurar a soja, na expectativa de preços bastante firmes. Do lado da oferta, aos poucos veem-se maiores volumes de lotes, e compradores já podem respirar um ar um pouco mais puro. Mas nem tudo são flores: muitos destes, sem alternativa, ainda pagam milho na casa dos dois dígitos, como é o caso de várias localidades ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, completa.
No fechamento de mercado, os principais vencimentos apresentaram as seguintes cotações: “O vencimento março/22 foi cotado à R$ 98,74 com desvalorização de 0,57%, o maio/22 valeu R$ 96,51 com baixa de 0,30%, o julho/22 foi negociado por R$ 91,60 com baixa de 0,43% e o setembro/22 teve valor de R$ 90,96,00 com perda de 0,04%”, informa.
Em Chicago o milho sofreu tomada de lucros com vendas de Fundos por queda no petróleo. “A cotação do milho para março22 fechou em queda de 0,47% ou 3,0 cents/bushel a $ 632,25. A cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em queda de 0,55% ou $ 3,50 cents/bushel a $ 630,25”, indica.
“Os dados semanais de Inspeções de Exportação mostraram que o programa de exportação acumulado do milho atingiu 18.597 MT (732,15 mbu) até 2/3. Os números oficiais do Censo tiveram o total deste ano comercial em 15.986 MT (628,9 mbu) até dezembro, com 196,4 mbu enviados em dezembro de 21. Esse foi o maior valor para uma exportação de dezembro desde 2007/08”, conclui.