Na Bolsa de Mercadorias e Futuros, o milho segue os movimentos curtos já vistos entre quinta-feira e ontem (06 a 10 de maio), em que há um movimento de realização de lucro, que reflete – como se costuma dizer no mercado, a “falta de novas notícias”. Foi isso que informou a TF Agroeconômica.
“Assim como no dia de ontem, o vencimento com maior liquidez é o de setembro, e o contrato maio, que teria seu vencimento normal para 15 de maio (sábado) passa a vencer no dia subsequente (17). Independente do vencimento, o que se vê são poucos contratos negociados, em um mercado que espera a definição da safrinha em relação às possibilidades de quebra de safra”, comenta.
Em maio, as cotações fecharam em R$ 102,59 (-0,01%); julho R$ 102,60 (+0,01%); setembro a R$ 99,69 (+0,60%) e novembro a R$ 100,00(-0,11%). “A falta de apetite reflete o próprio mercado disponível, em que há uma briga entre R$ 100,00 a R$ 105,00 para lotes disponíveis, mas pouca vontade do produtor em vender”, completa.
Em Chicago, os futuros se recuperam com a China adquirindo mais 680 mil toneladas. “Os futuros do milho se recuperaram na terça-feira após o início da semana com grandes perdas, já que o USDA informou mais vendas de milho para a China, a Coreia do Sul aprovou uma licitação e em meio a atualizações noturnas sobre o progresso do plantio de milho nos EUA”, indica.
“No fechamento, julho havia recuperado cerca de $ 0,19/bu - grande parte do terreno perdido na segunda-feira - para chegar a $ 7,27/bu, enquanto setembro somou mais $ 0,10/bu para chegar a $ 6,36/bu. Isso veio antes do relatório Wasde de quarta-feira, onde a maioria dos analistas espera novas reduções para os estoques finais de 2020/21, à medida que os EUA correm para uma conclusão apertada de seu ano de comercialização”, conclui.