Milho: colheita americana pode aumentar pressão nos preços
Estoques e colheita dos EUA entram no radar
Foto: Pixabay
O mercado de milho terá uma semana marcada pelo relatório trimestral de estoques do USDA, pela evolução da colheita nos Estados Unidos e pelo avanço do plantio de soja no Brasil. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, esses fatores podem influenciar os preços e a formação das cotações no curto prazo.
Segundo dados divulgados pela Grão Direto na análise “Direto do Campo”, da Grainsights, o relatório de estoques do USDA será divulgado na quarta-feira. O documento poderá indicar quanto milho da safra anterior permaneceu disponível nos Estados Unidos e alterar as projeções de oferta para a temporada 2026/27.
O relatório trimestral de estoques será um dos principais pontos de atenção do mercado nesta semana. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, o resultado ajudará a dimensionar a disponibilidade de milho da safra anterior nos Estados Unidos.
A informação também poderá provocar mudanças nas projeções de oferta para a temporada 2026/27, influenciando as expectativas do mercado.
O avanço da colheita nos Estados Unidos continuará entre os principais direcionadores dos contratos de milho em Chicago, segundo dados divulgados pela Grão Direto. Uma colheita acelerada tende a ampliar a disponibilidade física do cereal e pode aumentar a pressão sobre os contratos no curto prazo.
Além do ritmo dos trabalhos no campo, o mercado acompanhará os primeiros resultados de produtividade. Esses dados serão importantes para avaliar se o tamanho efetivo da safra confirma as estimativas atuais.
No Brasil, a atenção se divide entre o milho verão e o plantio da soja. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, a velocidade de semeadura da oleaginosa será determinante para definir a janela disponível para o milho segunda safra de 2027. Em Mato Grosso, produtores buscam avançar com o plantio da soja assim que as condições de chuva permitem. O objetivo é reduzir o risco de uma janela mais curta posteriormente para o milho segunda safra.
O câmbio também permanece como um componente importante na formação dos preços do milho e da soja no mercado brasileiro. Segundo a Grão Direto, nos Estados Unidos, a persistência da inflação mantém o mercado atento à possibilidade de juros mais altos. No Brasil, o IPCA-15 de setembro ficou acima das expectativas. Esse cenário pode aumentar a volatilidade cambial e gerar oportunidades pontuais nos preços internos de soja e milho.
Diante desse ambiente, segundo dados divulgados pela Grão Direto, o produtor deve acompanhar as oscilações do mercado e, principalmente, manter atenção aos custos de produção.