O mercado de milho segue pressionado pela oferta dos Estados Unidos, enquanto o dólar ajuda a sustentar os preços no Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, a entrada da segunda maior safra da história norte-americana levou o cereal à quinta semana consecutiva de queda em Chicago.
Desde o fechamento de 25 de setembro, os contratos de dezembro e março recuaram 15,24% e 14,98%, respectivamente. O vencimento de dezembro passou de US$ 207,96 para US$ 176,27 por tonelada, com a colheita ampliando a disponibilidade do grão.
As vendas externas também limitam a reação. Até 22 de outubro, os negócios acumulados pelos Estados Unidos somavam 23,50 milhões de toneladas, 33,56% abaixo do mesmo período do ano anterior.
Na Argentina, o plantio atingiu 47,3% da área prevista. Apesar do avanço, frio e baixa radiação solar retardam o desenvolvimento das lavouras.
Em sentido contrário, a Comissão Europeia reduziu a previsão de produção do bloco de 48,30 milhões para 47 milhões de toneladas em 2026/2027. A estimativa de importações foi mantida em 25 milhões de toneladas, ante 19,30 milhões na temporada anterior, ampliando o espaço para fornecedores externos.
No Brasil, a desvalorização do real favorece a competitividade das exportações e contribui para sustentar as cotações do milho. A consultoria ressalta que esse efeito depende da oferta regional, da demanda industrial, dos fretes e dos prêmios de exportação.
Para os produtores, a orientação é escalonar as vendas e calcular preços mínimos que incluam custos de produção, armazenagem e despesas financeiras. A recuperação recente do indicador brasileiro ainda não confirma uma reversão da tendência de baixa.