Com exportação sem deslanchar, as cotações do milho acabaram recuando na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com as exportações sem deslanchar, como explicamos acima, porque as margens da industrialização de milho na China estão ruins, o milho no Brasil continua sofrendo a pressão da safra maior. Os compradores do Sul continuam se abastecendo mais no Centro-Oeste e no Paraguai do que nos mercados locais, fazendo os preços recuarem ou se manterem abaixo das pretensões dos vendedores”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam mistas: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 84,84, queda de R$ 0,38 no dia e de R$ 0,96 na semana (últimos 5 pregões); já novembro/22 fechou a R$ 88,03, queda de R$ 0,11 no dia e de R$ 1,56 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 91,99, alta de R$ 0,34 no dia e queda de R$ 0,99 na semana”, completa.
Nesse contexto, a cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em queda de 1,16% ou $ 7,75 cents/bushel a $ 658,0. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 1,02% ou $ 6,75 cents ou a $ 656,0. “Tomada de lucros após 6 sessões de alta consecutivas, atingindo níveis máximos de 6 semanas. O clima não seria muito favorável em algumas regiões produtivas dos EUA e há preocupação do lado da oferta. As expectativas de rendimento em áreas de Iowa permanecem abaixo do ano anterior”, indica.
“A economia da China não está andando e as vendas estão muito baixas. O consumo de milho já chegou a 85 milhões de toneladas em anos bons. Consumidores de aminoácidos essenciais aqui no Brasil já estão sentindo a alta dos preços. Essa indústria pode ser afetada pelo racionamento de energia e redução da capacidade de produção. Se a lisina voltar a subir como no ano passado, o farelo pode ganhar um gás”, conclui.