Milho: Mercado físico cai mais que futuro

ANÁLISE

Milho: Mercado físico cai mais que futuro

Compradores impossibilitados de repassar para seus custos os níveis tão elevados
Por: -Leonardo Gottems
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Os preços do milho continuam em trajetória de queda com o agravante de que, nesta terça-feira (18.09), ocorreu o fato importante da quebra do nível de suporte que havia a R$ 40,00/saca na principal praça de referência do milho do país, em Campinas. O Indicador Cepea registrou que o preço médio nesta localidade foi de R$ 39,51, queda de 1,25% no dia e de 3,11% no mês, abaixo do nível psicológico (e custo de produção, segundo o Deral) de R$ 40,00/saca.

“Era um fato previsível, para o qual já tínhamos alertado várias vezes”, disse Luiz Carlos Pacheco, analista Sênior da T&F Consultoria Agroeconômica. Os motivos são, por parte dos compradores, a impossibilidade de repassar para seus custos os níveis tão elevados desta matéria prima e, por parte dos vendedores, a necessidade de fazer caixa diante da proximidade de atender compromissos financeiros da safrinha. 

“Mas, os vendedores aumentaram o problema acumulando estoques, que agora terão que ser negociados a preços menores do que o custo de produção”, concluiu o analista. Acrescente-se a isto a apatia que tomou conta das exportações brasileiras de milho neste mês de setembro e teremos elevação de estoques internos, cada vez valendo menos.

PARANÁ

Para a safra 2018/19 a expectativa de área plantada de milho de verão no estado do Paraná é de um aumento de 6,7%, passando de 330,0 mil hectares plantados na safra 2017/18, para 353,17 mil hectares a serem plantados na safra 2018/18, mas, ainda 30,63% menor do que os 507,7 mil hectares plantados na safra 2016/17.

O relatório semanal de acompanhamento das culturas, elaborado pelo Deral e divulgado nesta terça-feira, registra que já estão plantados 37% da área prevista para a próxima safra de verão no estado. Por enquanto, a condição das lavouras é 97% boa, 3% médio e zero ruim. As fases em que se encontram as lavouras são 75% em germinação e 25% em desenvolvimento vegetativo, isto é, imunes a eventuais problemas climáticos de chuvas e ventos anunciados para a próxima semana.

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