O mercado de milho na B3 de São Paulo fechou misto, novamente, nesta sexta-feira, porque os preços estão muito altos e porque, segundo a Conab, deverá sobrar mais de 2,0 milhões de toneladas nos estoques finais desta temporada. De acordo com a TF Agroeconômica, isto deixa os compradores um pouco mais tranquilos e limita a alta dos preços.
“Com isto, a cotação de maio fechou em queda de R$ 0,48 no dia e R$ 0,24na semana a R$ 92,78; a de julho recuou R$ 0,03 no dia, mas subiu R$ 0,74 na semana para R$ 88,78 e a de setembro recuou R$ 0,87 no dia e R$ 0,45 na semana para R$ 82,91. Como dissemos acima, os preços avançarão mais devagar, com recuos mais frequentes, acentuando a volatilidade de agora em diante, porque o nível de preços está muito alto e porque o pico foi atingido dois meses antes do previsto. Com isto, nossa recomendação continua comprar os meses anteriores à Safrinha e vender os meses posteriores, pelo menos enquanto não se confirmarem danos climáticos ao setor”, comenta.
Em Chicago, as compras na China impulsionam o mercado futuro do milho. “A retórica frágil no último encontro entre a China e os EUA no Alasca não foi suficiente para conter os futuros do milho, que foram impulsionados no final da semana por grãos de soja mais fortes, mais uma confirmação da compra da China e novos rumores de novas compras”, completa.
“No fechamento, o futuro do milho no primeiro mês de maio subia espantosos $ 0,12/bu a quase $ 5,59/bu, com julho ficando apenas marginalmente atrás dele em $ 5,39/bu, um aumento mais moderado de $ 0,09/bu. No entanto, para a nova safra, os contratos e os ganhos foram muito mais discretos, em média em torno de US$ 0,03/bu, já que a corrida para o final da temporada parece prestes a terminar em outra safra recorde de milho nos EUA”, conclui.