Com ritmo de exportação crescente, o milho abriu a segunda-feira em campo positivo na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os contratos de milho fecharam com oscilações positivas neste início de semana, em vista dos novos números de exportação divulgados pela Secex, e com o dólar alcançando ao fechamento do mercado os patamares de R$ 5,0723”, comenta.
“De acordo com o mais recente reporte do órgão, o mês de setembro chegou ao final com o Brasil tendo embarcado 8,75 milhões de toneladas de milho, ou seja, 36,3% a mais do que o exportado em setembro de 2023. Conforme falamos aqui, a expectativa de analistas é que o mês de outubro permaneça forte, o que deve ajudar a pressionar a demanda no mercado interno, e uma vez que 9,2 milhões de toneladas já se encontram nomeadas para embarque neste mês”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta. “O vencimento de novembro/23 foi de R$ 59,36, alta de R$ 1,07 no dia, alta de R$ 1,36 na semana; janeiro/24 fechou a R$ 63,47, alta de R$ 1,18 no dia, alta de R$ 1,50 na semana; o vencimento março/24 fechou a R$ 67,04, alta de R$ 1,04 no dia e alta de R$ 1,30 na semana”, indica.
Na Bolsa de Chicago o cereal fechou em alta. “A cotação para dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 2,52 % ou $ 12,00 cents/bushel a $ 488,75. A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 2,44 % ou $ 12,00 cents/bushel a $ 503,75. O cereal recuperou as perdas de sexta-feira. Com o relatório trimestral de estoques do USDA relativamente positivo para o milho, a sua queda na sessão anterior foi creditada ao trigo e a soja”, conclui.