Os preços futuros do milho encerraram a terça-feira (3) em direções opostas nas bolsas de Chicago (CBOT) e B3. Enquanto os contratos norte-americanos recuaram mais de 1%, pressionados pelas perspectivas de oferta, os vencimentos brasileiros avançaram, favorecidos pelo cenário cambial. No mercado físico, houve movimentos distintos entre as regiões produtoras, com altas pontuais em Goiás e quedas em praças de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e nos portos.
Na Bolsa de Chicago, o contrato do milho para dezembro de 2026 fechou cotado a US$ 4,4250 por bushel, com recuo de 5,75 cents, equivalente a uma desvalorização de 1,28%.
O desempenho negativo refletiu a pressão das perspectivas de oferta sobre os preços do cereal no mercado norte-americano.
Na B3, os contratos futuros de milho seguiram na direção contrária e encerraram o pregão com valorizações em todos os vencimentos negociados.
O contrato novembro de 2026 fechou a R$ 67,35 por saca de 60 quilos, com alta de 0,19%. Já o vencimento janeiro de 2027 avançou 0,86%, encerrando a sessão cotado a R$ 71,77 por saca.
O cenário cambial contribuiu para sustentar os preços futuros na bolsa brasileira, em contraste com as perdas registradas em Chicago.
No mercado físico, as cotações apresentaram comportamentos diferentes conforme a região. Goiás registrou altas pontuais, enquanto algumas praças de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e os portos tiveram recuos.