Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho começou a semana em queda forte, de 1,75%, com ausência de compradores, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com grande sobra de estoque da safra velha, mais a iminência da colheita de uma Safrinha recorde e com Chicago caindo, além do dólar em baixa, não havia motivos positivos para alta dos preços do milho nesta segunda-feira", comenta.
“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento julho/23 fechou a R$ 52,91, baixa de R$ -0,92 no dia em baixa de R$ -5,60 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 57,03, baixa de R$ -0,76 no dia e baixa de R$ -4,84 na semana; novembro/23 fechou a R$ 59,62, baixa de R$ -0,85 no dia e baixa de R$ -4,54 na semana", completa a consultoria.
Em Chicago, o milho fechou em baixa com correção do mercado e começo da colheita no Brasil. “A cotação para julho23, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de - 1,89% ou $ -11,50 cents/bushel a $ 597,50. A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de -0,79% ou $ -4,25 cents/bushel a $ 537,00”, indica.
O milho fechou o dia em baixa em Chicago. O mercado corrigiu a última forte alta por receios climáticos. "O mercado adicionou muito prêmio de risco climático no fim da semana passada, e embora a previsão ainda seja de tempo um pouco seco, aparentemente não é seco o suficiente para desencadear compras", disse Doug Bergman, da RCM.
“Além disso, o início da colheita do milho safrinha no Brasil adicionou pressão as cotações, com o mercado vendo a entrada de 97 milhões de toneladas de milho para comercialização em pouco tempo. As inspeções para embarque semanais divulgadas pelo USDA ficaram em 1,18 milhão de toneladas de milho, dentro do esperado pelos operadores, mas abaixo da semana anterior”, conclui.