Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho começa a semana em queda, na contramão do dólar e de Chicago, por boa safra, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Todos os relatórios, produzidos por diversas consultorias, registram a boa safra de inverno de milho no Brasil, confirmando as previsões de aumento significativo de produção e da disponibilidade no segundo semestre”, comenta.
“Com isto, é natural que os preços se ajustem para menor no mercado futuro de São Paulo, respeitando as movimentações típicas deste mercado, que incluem tomadas de lucro e impulsos emocionais. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta: o vencimento maio/23 fechou a R$ 72,00, baixa de R$ -1,80 no dia e baixa de R$ -6,65 na semana; julho/23 fechou a R$ 72,40, baixa de R$ -1,96 no dia e baixa de R$ -7,23 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 73,12, baixa de R$ -1,62 no dia e baixa de R$ -6,43 na semana”, completa.
Em Chicago o milho fechou em alta com bloqueio de grãos ucranianos. “A cotação de maio fechou em alta de 1,54% ou $ 10,25/bushel a $ 67 6,50. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 1,06% ou $ 6, 75 bushel a $ 642,50”, indica.
“Começo de semana positivo para o Milho em Chicago. O acordo sobre o corredor de grãos do Mar Negro está em check e pode ter um novo capítulo nessa terça-feira dia 18. Do outro lado, Eslováquia, Polônia e Hungria anunciaram um bloqueio aos produtos agrícolas da Ucrânia, alegando que os grãos ucranianos estão deprimindo os preços locais. Vale lembrar que a Ucrânia é um grande produtor de milho, trigo, girassol e cevada”, conclui.