O último dia de negociações da B3 nesta semana foi de queda, em que os principais vencimentos apresentaram recuo de até 1,7%, pressionados pelas desvalorizações no mercado físico, Bolsa de Chicago e dólar. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica.
“Estas desvalorizações pressionaram as cotações do mercado futuro do milho no Brasil, intensificando os seus movimentos de baixa. No mercado interno as cotações recuaram de R$ 92,50 CIF para R$ 90,00 nesta primeira semana de setembro; Chicago recuou de $ 568,25/bushel no último dia de outubro para $ 552,75 mesta sexta-feira e o dólar no Brasil recuou de R$ 5,6461 em 29 de outubro para 5,5227 nesta sexta-feira", comenta a consultoria.
Com isto, na semana, a variação negativa foi de até 2,11% para o vencimento maio/22, que abriu a semana próximo de R$ 85,20, e hoje fecha em R$ 83,60. “Os fechamentos do dia se apresentaram da seguinte forma: novembro/21 foi cotado à R$ 87,11 (-1,70%); o janeiro/22 valeu R$ 87,28 (-1,60%); o março/22 foi negociado por R$ 87,80 (-1,29%) e o maio/22 teve valor de R$ 83,60 (-1,53%). Em comparação à ultima semana, a evolução de preços acumulou desvalorizações em 1,57% para o novembro/21, de 1,74% para o janeiro/22, de 0,90% para o março/22 e de 2,11% para o maio/22”, completa.
Em Chicago o milho fecha em queda com entrada da safra e clima favorável nos EUA e América do Sul. “A cotação do milho para dezembro21 fechou em nova queda de 1,74% ou 6,5 cents/bushel a $ 552,75. Já a cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em queda de 0,92% ou 5,25 cents/bushel a $ 567,75”, indica.
“O mercado de milho fechou com novas quedas, em um contexto de entrada de mercadorias nos EUA e expectativa de maior produtividade e volume final de produção. O desempenho da demanda interna e externa e o desenvolvimento produtivo na América do Sul são monitorados de perto. As chuvas na Argentina aumentaram o otimismo dos produtores, mas são negativas para os preços”, conclui.