Milho e couro superam líderes das exportações no MS
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Agronegócio

Milho e couro superam líderes das exportações no MS

No mês passado, as vendas de milho totalizaram US$ 12,1 milhões
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O principal produto exportado pelo Mato Grosso do Sul no mês de janeiro foi o milho, com volume de US$ 12,1 milhões, deixando para trás itens que tradicionalmente mantêm os primeiros lugares na pauta de exportações, como a soja, carne e minério. O couro também mostrou bom desempenho e fechou janeiro com volume exportado em US$ 7,4 milhões no Estado. O frango ficou em US$ 8,5 milhões e o minério de ferro, US$ 5,2 milhões.

As exportações de Mato Grosso do Sul, no mês de janeiro de 2007, tiveram crescimento de 25,21% em relação a janeiro de 2006. Neste ano, o volume exportado somou US$ 69,4 milhões contra US$ 55,4 milhões no mesmo período do ano passado. Também as importações apresentaram reação neste primeiro mês do ano, com aumento de 19,22% em relação ao ano passado. A soma dos produtos importados chegou a US$ 152,7 milhões em janeiro de 2007 enquanto em 2006 ficou em US$ 128 milhões.

No mês passado, a soja em grão ficou em 11º lugar e US$ 2 milhões exportados. A participação deste produto no total é de apenas 2,89%. Em 13ª posição está o farelo de soja, com exportações de US$ 1,5 milhão e 2,25% de participação; já a carne suína ficou na 16ª posição, com US$ 879 mil.

Em janeiro de 2005, a venda do grão de soja teve 20,46% de participação e volume de US$ 235,1 milhões, seguido do farelo de soja (US$ 123,9 milhões) e 10,79% do volume exportado. O minério ficou em 3º lugar e US$ 51,9 milhões.

Também em janeiro de 2004 a soja foi o produto com maior volume de exportação (US$ 102,6 milhões/15,93%), seguido da carne bovina (US$ 84 milhões/13,05%) e em terceiro lugar o farelo de soja (US$ 40,3 milhões/6,25%). A carne suína, no período, registrou o 9º lugar.

Os maiores compradores dos produtos de Mato Grosso do Sul foram o Irã e República Islâmica (US$ 10,5 milhões); Hong Kong (US$ 7,4 milhões); Argentina (US$ 7,4 milhões); Itália (US$ 4,9 milhões) e os Países Baixos (Holanda) com importações de US$ 4,8 milhões. A Rússia, em 12ª posição no período, fechou negócios em US$ 1,3 milhão.

Importações

Já em relação às importações, que apresentaram crescimento de 19,27% no mês de janeiro deste ano se comparado ao mesmo período de 2006, cerca de 70% do volume importado referem-se ao gás natural boliviano, com US$ 107,2 milhões, do total de USS 152,7 milhões do mês. Em segundo lugar está o Chile (US$ 8,5 milhões), seguido da Argentina (US$ 8,4 milhões), China (US$ 7,3 milhões) e da Indonésia (US$ 4,1 milhões).

De acordo com avaliação do consultor em Comércio Exterior Aldo Barigosse, o crescimento das importações está diretamente ligado ao crescimento da fabricação de produtos industrializados. Existe a necessidade de importar determinados componentes para que os bens possam ser fabricados. Por exemplo, as importações de fios têxteis para confecção, principalmente para a região de Três Lagoas.

Para reativar as exportações, Barigosse chama a atenção para que o Estado busque os mercados que estão abertos e restabeleça os que foram fechados. "Esta é a grande meta para 2007", frisa o consultor. Com a abertura de novos mercados ainda nesta primeira metade do ano, teoricamente, no segundo semestre as exportações poderão voltar a aquecer.

O recuo no volume das exportações também está ligado à valorização do real e à desvalorização do dólar, refletindo na rentabilidade dos exportadores. Hoje, de acordo com Barigosse, as exportações não estão tão favorecidas como há três anos.


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