O milho brasileiro esteve em queda leve no dia e queda forte na semana por queda no dólar e em Chicago, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As cotações do milho no mercado futuro de São Paulo continuaram em queda, nesta quinta-feira, diante dos fatos negativos do dia: problemas de logística no Brasil, queda do dólar e forte queda em Chicago”, comenta.
“Com isto, as Tradings não puderam, novamente, melhorar os preços oferecidos aos vendedores, que já sonhavam em níveis acima de R$ 90/saca, pagamento curto, no interior, mantendo uma grande disponibilidade no mercado interno. Assim, as cotações futuras fecharam em queda no dia para março e no comparativo semanal: o vencimento janeiro/23 fechou a R$ 88,35 queda de R$ 0,12 no dia e de R$ 1,81 na semana (últimos 5 pregões); março/23/22 fechou a R$ 91,50, queda de R$ 0,70 no dia e de R$ 1,80 na semana e maio/23 fechou a R$ 90,72, queda de R$ 0,69 no dia e queda de R$ 1,74 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago o milho fechou em nova forte queda, contagiado pelo trigo e pela soja e fracas exportações norte-americanas. “A cotação de dezembro fechou em nova forte queda de 2,29% ou $ 15,0/bushel, a $ 647,0. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 1,09% ou $ 7,25/ bushel a $ 659,75”, indica.
“O mercado de milho foi contagiado pela tendência da soja e do trigo. Dúvidas quanto à evolução das exportações nos EUA acrescentaram condições. A evolução do clima na Argentina e no Brasil é acompanhada de perto”, conclui a consultoria agroeconômica, enquanto o mercado se prepara para o final de semana.