Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou novamente em queda, ainda pressionado pelas vendas da Argentina e colheita da Safrinha, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O cenário do milho nos últimos dias não mudou muito: exportações reduzidas, provocadas pelo derrame de 4,0 MT de milho argentino em 10 dias, deixam uma disponibilidade maior no interior do país, que é aproveitado pelas indústrias para manter ou até reduzir os preços, pressionando as cotações do mercado futuro do milho na B3 para baixo”, comenta.
“Além disso, a queda de 0,48% no dólar praticamente anulou a alta de 0,77% de Chicago. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista: o vencimento setembro/23 fechou a R$ 54,94, baixa de R$ -0,47 no dia e baixa de R$ -0,93 na semana; o vencimento de novembro/23 foi de R$ 58,81, baixa de R$ -0,21 no dia, baixa de R$ -1,14 na semana; janeiro/23 fechou a R$ 62,29, baixa de R$ -0,35 no dia e baixa de R$ -2,52 na semana”, completa.
Em Chicago, o milho fechou o dia em alta com recuperação técnica, após 8 quedas consecutivas. “A cotação para setembro23, referência para a nossa safra de inverno, fechou em alta de 0,73 % ou $ 3,50 cents/bushel a $ 484,25. A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 0,76 % ou $ 3,75 cents/bushel a $ 497,25”, indica.
“O milho negociado em Chicago fechou o dia em alta, mas em baixa no acumulado da semana. Após 8 sessões em queda e da cotação dezembro23, principal data negociada pelo produtor americano, romper a barreira de 500,00 cents/bushel o milho teve uma recuperação técnica. Cereal caiu 12,49% ou $-71,00 cents/bushel no período”, conclui.