Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em alta de 1,0% por tomada de lucros, depois de 2,03% de quedas, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os investidores tomaram lucros, depois de duas quedas seguidas de perdas de 2,03%. Mas, o mercado físico também subiu 0,21%, segundo o Cepea, dando algum suporte à alta do mercado futuro, muito embora Chicago e o dólar tenham recuado hoje. Acontece que estão chegando navios para embarcar milho e parece que algumas Tradings precisam completar a carga”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em alta no dia e no comparativo semanal: o vencimento março/23 fechou a R$ 88,67, alta de R$ 0,21 no dia e de R$ 1,26 na semana; maio/23 fechou a R$ 89,22, queda de R$ 0,26 no dia e alta de R$ 0,25 na semana; o vencimento de julho foi de R$ 88,71, alta de R$ 0,74 no dia e de R$ 1,27 na semana”, completa a consultoria.
Em Chicago o milho fechou em leve queda, por receio sobre a demanda mundial e produção da América do Sul. “A cotação de março fechou em queda de 0,04% ou $ 0,25/bushel a $ 676,0. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 0,11% ou $ 0,75 bushel a $ 664,0”, indica.
“Os futuros do milho foram, principalmente, afetados pela fraqueza do trigo. O receio de um crescimento mais baixo a nível mundial e de quebra da procura, acrescentaram condicionantes, num contexto de valorização recente do dólar. A evolução da safra na América do Sul é acompanhada de perto”, conclui a consultoria, enquanto o mercado se prepara para o final de semana.