O milho fechou o dia anterior em alta na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), puxada pela elevação em Chicago, segundo informações da TF Agroeconômica. “A possível alteração da situação na Ucrânia, com o temor de que a Rússia rompa o acordo de escoamento de grãos do país, um deles o milho, impulsionou fortemente as cotações do trigo, que, por sua vez, puxaram as do milho, que subiram 1,99%, melhorando a situação da exportação no Brasil. Mas, tudo isto foi contrabalanceado com a queda de 0,24% do dólar, de modo que não houve muito movimento”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em leve alta: o vencimento novembro/22 fechou a R$ 89,43, alta de R$ 0,32 no dia e queda de R$ 0,15 na semana (últimos 5 pregões); janeiro/22 fechou a R$ 93,06, alta de R$ 0,07 no dia e queda de R$ 0,90 na semana e março/23 fechou a R$ 95,99, alta de R$ 0,06 no dia e queda de R$ 0,43 na semana”, completa.
A cotação de dezembro fechou em nova alta de 1,99% ou $ 13,25 cents/bushel a $ 691,500. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 1,87% ou $ 12,75% a $ 696,25.
“Rally no trigo e andamento da safra menor que o esperado, incentivaram os preços. O avanço da obra situa-se em 7% segundo dados recentes do USDA (vs. 10% esperado pelo mercado). Além disso, as lavouras apresentaram uma leve deterioração em suas condições. Recorde-se que o balanço poderá manter-se muito apertado neste novo ciclo. A atualização semanal do Progresso da Cultura do NASS após o fechamento mostrou que 87% do milho estava amassado e 40% estava maduro em 18/09”, conclui.