Na B3 o milho fecha em boa alta, impulsionado por Chicago e a alta forte do dólar, segundo a TF Agroeconômica. “Como o principal driver dos preços do milho continua sendo a exportação os fatores que a influenciam, também influenciam o mercado local, porque ambos se abastecem da mesma fonte e, se um desenvolve potencial de enxugamento do mercado, elevando os preços, o outro se ajusta e trata de garantir o seu quinhão. Foi o que aconteceu hoje nos mercados físico e futuros no Brasil. A forte alta de 1,44%, somada à alta de 1,33% em Chicago elevou as condições da exportação”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em alta no dia e na semana: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 89,16, alta de R$ 2,08 no dia e de R$ 1,85 na semana nos últimos 5 pregões (semana); já novembro/22 fechou a R$ 91,85, alta de R$ 2,31 no dia e de R$ 2,59 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 94,20, alta de R$ 1,72 no dia e de R$ 1,97 na semana”, completa.
Em Chicago o milho subiu mais 1,33% puxado pelo clima, Wasde e alta do petróleo. “A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em alta de 1,33% ou $ 8,25 cents/bushel a $ 629,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 1,36% ou $ 8,50 cents ou a $ 634,25”, indica.
“O clima seco e as altas temperaturas nos EUA e na Europa condicionariam as expectativas de produtividade e produção. O mercado antecipa uma projeção de safra menor para o próximo USDA mensal. O petróleo firme deu impulso. Antes do relatório WASDE de sexta- feira, o mercado estima que o USDA aumente os estoques finais da safra antiga em 10 mbu para 1,52 bbu (38,61 MT). Os estoques de novas safras estão em 1.406 bbu (35,71 MT), uma queda de 64 mbu em relação à menor produção esperada”, conclui.