O milho fechou em leve alta na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), por tomada de lucros depois de recuar 3,35% na última semana, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os investidores apuraram lucros, depois que as cotações do milho no mercado futuro de São Paulo recuaram cerca de 3,34% desde o último dia 16 de março. Esta tomada de lucros foi incentivada pelas notícias vindas da China de reabertura das exportações de carne bovina, que demanda mais milho, e abertura de novos negócios do agro naquele país”, comenta.
“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento maio/23 fechou a R$ 83,92, alta de R$ 0,08 no dia e baixa de R$ -2,83 na semana; julho/23 fechou a R$ 83,17, baixa de R$ -0,81 no dia e baixa de R$ -3,87 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 83,14, baixa de R$ -0,73 no dia e baixa de R$ -2,50 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago, o milho teve novamente fechamento misto com novas vendas para a China. “A cotação de maio fechou em baixa de -0,28% ou $ -1,75/bushel a $ 631,75. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,16% ou $ -1,00 bushel a $ 610,75”, indica a consultoria.
“O milho desfruta de certa estabilidade em seus preços, variando dentro de uma faixa estreita nos últimos dias, ao contrário de seus pares que então em queda livre. As boas vendas para a China dão o suporte necessário para o grão. O USDA informou vendas particulares de milho (123.000 toneladas) americano pelo 8º dia consecutivo, o que levou a instituição a elevar a projeção de exportação do cereal nessa temporada. As chuvas no meio oeste e a perspectiva de aumento de área são o outro lado da balança, que seguraram as cotações durante a última sessão”, conclui.