Na B3 o milho fechou em leve baixa, puxado pela queda do dólar e apesar da alta em Chicago, segundo informações da TF Agroeconômica. “A forte queda de 1,71% do dólar, nesta sexta-feira, esfriou as negociações de milho que tinham sido intensas durante a semana, marcando a forte instabilidade (sobe e desce) do milho no mercado futuro da B3 em São Paulo. Como a exportação é o driver da tendência de preços, qualquer fator que a atinja, afeta o comportamento dos mercados físico e futuro. De qualquer maneira, os preços subiram 1,93% na semana, 3,05% no mês, mas recuou 2,64% em 2022.”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em queda no dia e alta na semana: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 88,74, queda de R$ 0,42 no dia e alta de R$ 1,68 na semana nos últimos 5 pregões (semana); já novembro/22 fechou a R$ 91,59, queda de R$ 0,26 no dia e alta de R$ 2,25 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 94,09, queda de R$ 0,11 no dia e alta de R$ 1,49 na semana”, completa.
Em Chicago o milho subiu pela 7ª vez consecutiva mais 1,15% puxado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em nova alta de 1,15% ou $ 7,25 cents/bushel a $ 636,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 1,77% ou $ 11,25 cents ou a $ 645,75”, indica.
“O USDA estimou volume de colheita nos EUA abaixo das expectativas do mercado e os preços validaram avanços. No mesmo sentido, a projeção dos estoques finais apresentou uma redução. O balanço mundial também foi ajustado. O comportamento das exportações na Ucrânia e o clima nos EUA são acompanhados de perto”, conclui.