A alta de 0,65% da cotação do milho em Chicago, base para o cálculo de exportação, nesta quinta-feira, somada à alta de 0,08% do dólar voltou a impulsionar algumas poucas negociações de milho nesta quinta-feira. As informações são da TF Agroeconômica, que indicou também que como a exportação é o driver da tendência atual dos preços, qualquer fator que a atinja, afeta o comportamento dos mercados físico e futuro do milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo.
“Com isto, as cotações futuras fecharam mistos: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 85,80, alta de R$ 0,05 no dia e queda de R$ 3,36 na semana nos últimos 5 pregões (semana); já novembro/22 fechou a R$ 89,59, queda de R$ 0,29 no dia e de R$ 0,26 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 92,98, alta de R$ 0,05 no dia e queda de R$ 1,22 na semana”, comenta a consultoria agroeconômica.
Em Chicago o milho fecha em alta por exportações acima do esperado. “A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em alta de 0,65% ou $ 4,0 cents/bushel a $ 619,0. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 0,48% ou $ 3,0 cents ou a $ 622,25”, completa.
“Outro ponto é a margem ruim da indústria de amidos, adoçante e etanol. A capacidade ociosa está muito elevada – acima de 50%. Essa indústria consome 80 milhões de toneladas de milho por ano, mas já chegou a consumir 85 milhões. Aparentemente as chivas chegaram tarde para as lavouras de milho dos EUA. As exportações de milho dos EUA para a China foram menores, neste mês”, conclui a consultoria agroeconômica, nas vésperas do encerramento desta semana.