Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho fechou em nova alta, forte, de mais 4,46% diante da boa movimentação do mercado físico no dia, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A boa movimentação interna, iniciada quarta-feira e que continuou nesta sexta-feira, impulsionou novamente as cotações do milho no mercado futuro da B3, que subiram fortemente mais 4,46% para o primeiro mês cotado”, comenta.
“Com vendas de empresas que desejam abrir espaço nos armazéns para receber a grande safrinha que está começando a ser colhida (sua principal fonte de renda são os serviços de armazenagem), explicam a alta. Por outro lado, há mercado comprador nos níveis atuais, principalmente depois da redução da oferta da Ucrânia. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta: o vencimento julho/23 fechou a R$ 57,20, alta de R$ 2,44 no dia e alta de R$ 3,93 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 61,96, alta de R$ 2,74 no dia, alta de R$ 4,46 na semana; novembro/23 fechou a R$ 64,79, alta de R$ 2,59 no dia e alta de R$ 4,80 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago o milho fechou a semana em forte alta com aumento da seca nos EUA. “A cotação para julho23, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 2,73% ou $ 17,00 cents/bushel a $ 640,25. A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 4,00% ou $ 23,00 cents/bushel a $ 5 97,50”, indica.
“O milho negociado em Chicago terminou o dia e a semana em forte alta. O mercado manteve o mesmo caminho do dia anterior e cobriu posições vendidas em todo o complexo de grãos. Para o milho o principal fator de atenção é a seca que se apresenta em um momento importante para o crescimento da planta, consequentemente do rendimento da safra. A formação de um El Niño nos EUA são uma grande preocupação do produtor e do mercado nesse momento”, conclui.