A grande oferta interna e o passo lento das exportações continuam pressionando as cotações do milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Apesar dos bons volumes de farm selling desta segunda-feira, a disponibilidade interna ainda é grande e não faz baixar significativamente os preços do milho do Centro-Oeste posto nos dois estados do Sul, que são grandes compradores do produto”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em queda no dia no primeiro mês cotado, mas alta nos meses distantes: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 83,61, queda R$ 0,18 no dia e de R$ 0,609 na semana (últimos 5 pregões); já novembro/22 fechou a R$ 89,49, alta de R$ 0,82 no dia e de R$ 0,79 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 93,19, alta de R$ 0,38no dia e de R$ 0,19na semana”, completa.
A cotação do milho para setembro, mês base, fechou em nova alta de 2,29% ou $ 16,0 cents/bushel a $ 714,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 1,23% ou $ 8,50 cents ou a $ 697,0. “O USDA estimou a safra americana em 354 milhões de toneladas (3,7 milhões de toneladas abaixo das expectativas do mercado). Assim, confirma-se um cenário de menor oferta e os balanços continuariam ajustados no novo ciclo. O petróleo em alta e um dólar fraco adicionaram suporte”, indica.
“A NASS reduziu os números de produção de milho com uma colheita de milho de 1 milhão de acres (404.685,64 hectares) menor de 80,8 milhões de acres (32,69 milhões de hectares). Minnesota, Missouri, Nebraska, Dakota do Sul, Tennessee e Texas foram todos cortados em mais de 100 mil acres, enquanto Indiana, Illinois e Iowa foram aumentados em um total de 400 mil acres.