Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em queda com ausência da exportação e maior disponibilidade interna, segundo informações da TF Agroeconômica. “A nova queda forte de 1,16% do dólar, que anulou a alta de 0,96% da cotação do milho na CBOT, novamente, não estimulou as exportações (leia-se escoamento) do milho no Brasil. Com isto, continua uma grande oferta interna e pressão sobre os preços”, comenta.
“Os compradores internos continuam tranquilos com a grande disponibilidade existente e resolveram sair do mercado pressionando os preços do mercado físico, que recuaram novamente. Diante disto, as cotações futuras fecharam em queda no dia para novembro e para os demais meses e queda no comparativo semanal: o vencimento novembro/22 fechou a R$ 84,94, queda de R$ 0,48 no dia e de R$ 0,70 na semana (últimos 5 pregões); janeiro/22 fechou a R$ 87,32, queda de R$ 0,77 no dia e de R$ 1,76 na semana e março/23 fechou a R$ 90,60, queda de R$ 1,25 no dia e de R$ 1,58 na semana”, indica.
A cotação de dezembro fechou em alta de 0,96% ou $ 6,25/bushel, a $ 659,50. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 0,68 ou $ 4,50/ bushel a $ 664,0. “Os contratos futuros do milho fecharam em alta na esteira do recuo do dólar, da alta do petróleo e da valorização do trigo. Também impulsionou os preços o relaxamento da política de Covid-Zero na China, que estimula a demanda daquele país”, informa.
“Os dados semanais da FAS tiveram 265 mil toneladas de pedidos de milho para a semana que terminou em 3/11. Isso ficou abaixo do intervalo das estimativas e caiu 75% em relação à mesma semana do ano passado. México e Canadá foram os principais compradores da semana. Os compromissos acumulados de milho foram de 14,73 MMT (580 mbu) em 3/11. Isso é 27% do total previsto do USDA para a temporada”, conclui.