O milho fechou misto na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), novamente, com negociações travadas no mercado físico, segundo informações da TF Agroeconômica. “A nova queda em Chicago, somada à nova queda do dólar não estimulou as exportações (leia-se escoamento) do milho no Brasil. Com isto, continua uma grande oferta interna e pressão sobre os preços”, comenta.
“Diante disto, as cotações futuras fecharam em mistas no dia e no comparativo semanal: o vencimento novembro/22 fechou a R$ 85,83 alta de R$ 0,07 no dia e queda de R$ 0,70 na semana (últimos 5 pregões); janeiro/22 fechou a R$ 88,12, queda de R$ 0,80 no dia e de R$ 3,40 na semana e março/23 fechou a R$ 91,44, queda de R$ 0,98 no dia e de R$ 3,95 na semana”, completa a consultoria.
A cotação de dezembro fechou em nova queda de 1,33% ou $ 9,0/bushel, a $ 666,75. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 1,25% ou $ 8,50/bushel a $ 673,0. “O mercado aguarda um relatório do USDA com pequenos cortes na demanda e um possível aumento no cálculo dos estoques finais nos EUA. O USDA informou uma venda de milho de 338.600 toneladas para o México nesta manhã por meio de um anúncio obrigatório”, indica.
“Antes do relatório mensal do WASDE, os analistas pesquisados estão procurando um rendimento de 0,1 bpa para 171,8 bpa. Isso reduziria a produção para 13,888 bbu se a estimativa da média comercial fosse realizada. Os estoques finais, no entanto, devem cair 46,5 mbu em relação a outubro. Apesar da redução da produção de luz, os estoques mais soltos implicam em maior perda de demanda”, conclui.