Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou a quinta-feira com leves ganhos, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os vencimentos de milho apresentaram alta na data de hoje na Bolsa de Valores, novamente em um avanço tímido de até +0,09 no contrato setembro/23”, comenta.
“O movimento foi reativo à Bolsa de Chicago, e não apresenta, no entanto, uma reversão de tendência baixista, que vem se estendendo durante a safrinha, em vista da ampla oferta com que compradores têm trabalho, especialmente nas últimas semanas. Vale lembrar aqui que para algumas agências, a safra encontra-se ao redor de 85% colhida neste momento, o que significa um atraso em relação à safra passada, que foi de 92,3% para a mesma época; porém, onde se tem uma projeção de mais milho, recompensando assim a oferta em eventuais atrasos”, comenta.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista. “O vencimento setembro/23 fechou a R$ 53,15, alta de R$ 0,09 no dia e baixa de R$ -0,96 na semana; o vencimento de novembro/23 foi de R$ 56,64, baixa de R$ -0,01 no dia, baixa de R$ -0,83 na semana; janeiro/23 fechou a R$ 60,65, alta de R$ 0,07 no dia, baixa de R$ -0,72 na semana”, indica.
Em Chicago, o milho fechou em baixa com valorização do dólar no mercado mundial. “A cotação para setembro23, referência para a nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,03 % ou $ -0,75 cents/bushel a $ 461,00. A cotação de dezembro23, a principal data
negociada nos EUA, fechou em baixa de --0,52 % ou $ -2,50 cents/bushel a $ 478,25”, informa.
“O milho negociado em Chicago fechou em baixa nessa quinta-feira. A forte valorização do dólar no mercado mundial acendeu um sinal de alerta nos exportadores. Com isso a cotação do cereal fechou o terceiro dia consecutivo em baixa. A forte concorrência do milho brasileiro mantém a cotação americana pressionada, principalmente em um momento em que os grãos americanos também devem entrar no mercado com uma safra recorde”, conclui.