Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho fechou em leve queda de 0,02% no dia e alta na semana, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A continuação das coberturas das Tradings para seus embarques de dezembro e janeiro. Mas, com mais dificuldade hoje, por conta da queda do dólar e de Chicago. Note-se que esta cobertura está ocorrendo principalmente nos estados de GO e MG e do Matopiba, porque os estados do Sul estão consumindo o próprio milho e ainda buscando no Centro-Oeste", comenta.
“Assim, as cotações futuras fecharam em leve queda no dia e mistos no comparativo semanal: o vencimento janeiro/23 fechou a R$ 88,03, queda de R$ 0,05 no dia e mercado inalterado no comparativo da semana (últimos 5 pregões); março/23 fechou a R$ 92,32, queda de R$ 0,11 no dia e alta de R$ 0,51 na semana e maio/23 fechou a R$ 91,53, queda de R$ 0,11 no dia e alta de R$ 0,61 na semana”, completa.
Em Chicago a cotação de março fechou em alta de 0,83% ou $5,50/bushel a $ 666,0. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 0,57% ou $ 3,75/ bushel a $ 658,0. “O milho fechou a sessão e a semana em alta, por conta das perspectivas preocupantes para as lavouras na Argentina e no sudoeste do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul, onde mais chuvas são necessárias para amenizar a situação do milho da primeira safra, que já estaria perdendo potencial produtivo”, indica.
“O relatório CoT semanal da CFTC mostrou que os Fundos fecharam 12,2 mil contratos líquidos comprados para um total de 13,3 mil contratos a menos na semana de 20/12. Isso deixou o grupo com 113.815 contratos líquidos de compra, o mais fraco líquido longo desde setembro 2020”, conclui.