Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou a sexta-feira no negativo, mas teve acumulado positivo durante a semana, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os contratos de milho fecharam com oscilações negativas nesta sexta- feira, diante de novas pressões devido à expectativa do tamanho da safra norte-americana”, comenta.
“Segundo analistas, a pressão vem também da safra brasileira, onde corredores internacionais consideram o milho brasileiro e chinês dentre os mais baratos para compra no dia de hoje. Na esteira dos acontecimentos, o dólar também recuou levemente, ajudando na pressão para baixa, fechando hoje a R$ 5,027 na venda, em uma variação de -0,26% em
relação ao dia de ontem”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa. “O vencimento de novembro/23 foi de R$ 58,29, baixa de R$ -0,28 no dia, alta de R$ 1,38 na semana; janeiro/24 fechou a R$ 62,29, baixa de R$ -0,33 no dia, alta de R$ 1,42 na semana; o vencimento março/24 fechou a R$ 66,00, baixa de R$ -0,43 no dia e alta de R$ 1,10 na semana”, indica.
Na Bolsa de Chicago o cereal fechou o dia e a semana em baixa puxado o pela queda do trigo e da soja. “A cotação para dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de -1,96 % ou $ -11,75 cents/bushel a $ 476,75. A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -2,29 % ou $ -11,50 cents/bushel a $ 491,75. O cereal fechou em baixa puxado pelos dados negativos do relatório trimestral de estoques, principalmente para a soja e o trigo. Apesar da safra volumosa nos EUA, os dados vieram abaixo do esperado pelo mercado, com isso a influência externa ao milho do complexo de grão derrubou a cotação”, conclui.