O milho fechou em nova alta forte de 1,30% na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) aproveitando a elevação de Chicago, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As altas de Chicago (1,29%), que superaram a queda do dólar (- 0,59%) impulsionaram novamente os negócios de exportação, que enxuga a disponibilidade e reduz a oferta, gerando maior disputa entre as indústrias e exportadores. Com isto, houve um novo dia de alta no pregão do milho no mercado futuro da B3”, comenta.
“As cotações futuras fecharam em leve alta no dia e no comparativo semanal: o vencimento janeiro/23 fechou a R$ 89,42, alta de R$ 1,15 no dia e de R$ 1,36 na semana (últimos 5 pregões); março/23 fechou a R$ 93,84, alta de R$ 0,79 no dia e de R$ 1,64 na semana e maio/23 fechou a R$ 92,82, alta de R$ 1,01 no dia e de R$ 1,41 na semana”, completa a consultoria.
Em Chicago a cotação de março fechou em alta de 1,29% ou $8,0/bushel a $ 682,75. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 1,43% ou $ 8,75/ bushel a $ 665,25. “Os futuros do milho fecharam em alta, puxados pela alta do trigo. O tempo seco nas áreas da Argentina e do Sul do Brasil e o enfraquecimento do dólar no exterior também impulsionaram as cotações”, indica.
“A ANEC espera que a exportação de milho do Brasil em dezembro seja de 6,191 MMT, abaixo da previsão anterior de 6,579 MMT. O Ministério Agrícola da Ucrânia relatou os embarques de milho da temporada em 12,2 MMT até 28/12, uma vantagem de 18% em relação ao ritmo do ano passado. Seus embarques de todos os grãos caíram 30% no atual ano comercial”, conclui.