Milho internacional: EUA tem queda na qualidade
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Imagem: Eliza Maliszewski

MILHO

Milho internacional: EUA tem queda na qualidade

“É difícil identificar exatamente de onde vem a pressão sobre os futuros de milho"
Por: -Leonardo Gottems
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O mercado internacional de milho foi movimentado neste meio de semana pela queda na qualidade do produto norte-americano, a Argentina estando ativa na originação e o Brasil se preparando para vendas. Foi isso que informou a T&F Consultoria Agroeconômica. 

“É difícil identificar exatamente de onde vem a pressão sobre os futuros de milho, mas notícias da noite para o dia sobre o progresso da cultura pelo menos confirmaram que o clima recente teve um impacto no seu desenvolvimento com uma queda de qualidade de dois pontos trazendo bom e excelente para 69%. Mas não era a queda de 4 pontos que alguns esperavam e, tendo como pano de fundo os maiores  temores  econômicos  relacionados  ao  Covíd-19, os temores comerciais, os temores climáticos, etc. o possível prognóstico de relatórios pós-acreagem do milho foi um pouco exagerado”, comenta. 

Nesse cenário, a fase de embonecamento está em 29% e a massa em 3%, praticamente em linha com a média de cinco anos. “As inspeções de exportação dos EUA foram de cerca de 900kt ontem e dominadas pelo México e Japão. As exportações anuais estão agora em 35 milhões de toneladas, atrás dos 42 milhões de t do ano passado no  mesmo ponto e perseguindo a previsão de 45 milhões de toneladas que o USDA previu para o ano de comercialização”, completa. 

“O Irã está de volta à procura de milho, cevada e farinha de soja, 200k MT, devendo fechar este volume para cada um deles na quarta-feira. Argentina na vanguarda em termos de originação de milho/farelo, o programa de exportação do Brasil parece ser feito em grande parte para julho-agosto-setembro. Durante a noite, as licenças de exportação da Argentina recomeçaram após uma pausa de cerca de uma semana com a Cargill garantindo 350.000 t divididos entre a safra velha e nova. O preço do Brasil caiu abaixo de R$50 no índice Cepea. O real manteve-se razoavelmente estável contra o dólar em torno de 5,35”, conclui. 

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