O bom movimento de exportação do milho fez as cotações tomarem grande impulso nesta terça-feira na B3, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “O motivo inverso do dia anterior fez as cotações do milho subirem fortemente na B3 desta terça-feira, isto é, as altas combinadas das cotações em Chicago (+1,19%) e do dólar (+0,32%) impulsionaram novamente as exportações, que teve um farmer selling de aproximadamente 180 mil toneladas no dia, entre todos os estados”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em alta no dia e alta na semana: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 87,77, alta de R$ 1,64 no dia e de R$ 2,15 na semana nos últimos 5 pregões (semana); já novembro/22 fechou a R$ 89,98, alta de R$ 1,50 no dia e de R$ 2,27 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 92,63, alta de R$ 1,19 no dia e alta de R$ 2,21 na semana”, completa.
Em Chicago o milho subiu forte 1,19% com deterioração da safra americana e novas vendas para China. “A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em alta de 1,19% ou $ 7,25 cents/bushel a $ 615,75. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 0,89% ou $ 6,0 cents ou a $ 621,25”, indica.
“O USDA surpreendeu em seu relatório semanal de safra, apontando um retrocesso nas condições da safra. 58% manteriam condições boas a excelentes, em comparação contra 60% que os analistas esperavam. Os mapas de previsão transmitem preocupação. Vendas para a China por 133.000 toneladas. acrescentaram firmeza aos preços. Para o relatório WASDE, desconta-se uma queda na projeção de safra e nos estoques”, conclui.