Um novo relatório das exportações brasileiras acabou estimulando as compras de milho, fazendo as cotações do cereal na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) subirem um pouco, de acordo com a TF Agroeconômica. “A divulgação de um novo relatório, informando que as exportações de milho “já superam o volume total embarcado em todo ago/21, podendo ser o melhor mês desde dez/15 “(Agrifatto, Relatório Semanal de Grãos) estimulou os investidores a permanecerem do lado comprado do mercado”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em alta: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 86,54, alta de R$ 1,70 no dia e de R$ 1,28 na semana (últimos 5 pregões); já novembro/22 fechou a R$ 89,96, alta de R$ 1,93 no dia e de R$ 1,25 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 93,87, alta de R$ 1,88 no dia e de R$ 1,38 na semana”, completa.
A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em alta de 1,94% ou $ 12,75 cents/bushel a $ 670,25. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 2,29% ou $ 15,0 cents ou a $ 671,0.
“As pesquisas realizadas pelo Pro Farmer Crop Tour mostraram resultados de produtividade e produção bem abaixo do informado no último USDA. Assim, o volume de colheita foi estimado em 349,5 mil. vocês todos (vs. 364,7 milhões de toneladas). Com isto, o balanço para a próxima safra pode ser muito apertado. Quarta-feira é o primeiro dia de aviso para o milho de setembro. Os mercados à vista do óleo de milho estavam dentro de 5 centavos/lb da semana passada, embora principalmente mais altos e com média de 72,43 a 77 c/lb regionalmente”, conclui.