Os vencimentos do milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) resistiram à pressão negativa do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), e fecharam a sexta-feira em alta, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os principais contratos de milho fecharam o dia em campo positivo nesta sexta-feira”, comenta.
“A espera do USDA fez com que os principais vencimentos na B3 oscilassem de forma positiva durante o pregão da manhã, voltando a recuar após às 14h, mas fechando em leve alta. Conforme era esperado, o WASDE, relatório de estimativa de oferta e demanda mundial do USDA, veio em tom neutro: no caso do Brasil, o mesmo manteve inalterados a produção (129 milhões); exportações (55 milhões) e estoques finais (7,97 milhões) no Brasil”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta. “O vencimento de janeiro/24 foi de R$ 71,45, alta de R$ 0,48 no dia, alta de R$ 1,55 na semana; março/24 fechou a R$ 75,49 alta de R$ 0,37 no dia, alta de R$ 1,87 na semana; o vencimento maio/24 fechou a R$ 74,54, altadeR$ 0,44 no dia e alta de R$ 0,54 na semana”, indica.
Em Chicago o milho fechou em baixa. “A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,51 % ou $ -2,50 cents/bushel a $ 485,50. A cotação para maio24, fechou em baixa de -0,40 % ou $ -2,00 cents/bushel a $ 497,50”, indica.
“A alta do dia anterior salvou o saldo positivo da semana para o milho. O relatório da Conab, cortando de 119,07 milhões de toneladas para 118,53 milhões de toneladas, contrasta muito com os dados divulgados pelo USDA, que manteve a produção brasileira em 129 milhões de toneladas”, conclui.