A semeadura de milho na Argentina para a safra 2026/27 chegou a 47,30% da área projetada na semana encerrada em 28 de outubro, com avanço de 12,30 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo período da temporada passada. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o ritmo acelerado é favorecido pela boa disponibilidade hídrica e pela maior participação do milho precoce neste ciclo.
De acordo com a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, o plantio avançou 7,50 p.p. na semana encerrada em 28 de outubro. A disponibilidade de água no solo tem favorecido o andamento dos trabalhos na maior parte da área agrícola argentina.
Entre as principais regiões produtoras, o Centro-Leste de Entre Ríos apresenta o maior percentual de área semeada, com 90,00%. Na sequência, aparecem o Núcleo Norte, com 85,70%, e o Centro-Norte de Santa Fe, com 74,30%.
A maior participação do milho precoce na safra 2026/27 também contribui para o avanço mais rápido da semeadura em comparação com o ciclo anterior.
Apesar do ritmo favorável de implantação, as condições climáticas têm imposto desafios ao desenvolvimento inicial do milho. As baixas temperaturas e a pouca radiação solar prejudicam o crescimento das plantas em algumas áreas. Entre os problemas observados estão a emergência desuniforme e o amarelecimento das plantas, sinais que indicam dificuldades no estabelecimento inicial das lavouras.
Mesmo com essas ocorrências, as condições gerais da cultura permanecem predominantemente entre normais e boas, segundo os dados divulgados. Há também áreas pontuais classificadas como excelentes. O cenário combina avanço expressivo da semeadura com desafios climáticos no início do ciclo. A boa disponibilidade hídrica sustenta o ritmo de implantação, enquanto as temperaturas baixas e a menor incidência de radiação solar afetam o desenvolvimento inicial em determinadas regiões.